Claro que Cusco estava nos planos! À 8 anos atrás estive lá com um amigo e eu queria muito que a May conhecesse essa cidade que pra mim é a mais top do Peru.. em todos os sentidos! A vibe da cidade é incrível! Cheia de gente do mundo inteiro e coisas para todos os gostos: desde sítios arqueológicos e museus até baladas e “mushroom trip”.. rsrs

Enfim, é uma cidade onde se pode passar uma semana tranquilamente!

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Plaza de Armas

Mas de qualquer forma, nosso plano nessa cidade ficou simplificado. Primeiro porque eu já tinha visitado antes (inclusive com direito a Trilha Inca) e segundo por conta de orçamento.

Assim definimos duas prioridade: Rainbow Mountain e visitar Macchu Pichu pela opção mais econômica.

Vamos começar pela Rainbow Mountain então!

Essa trilha é uma novidade no Peru (coisa de 3 ou 4 anos se não me engano). Antes disso não era possível acessar essa montanha devido a neve, mas com o aquecimento global (sei lá se isso é uma notícia boa ou ruim nesse caso) ficou acessível através de uma trilha ainda em construção. Digo em construção porque em vários pontos ainda estão construindo a estrada, então tem bastante lama e terreno irregular.

Fechamos a trilha no próprio hostel, com uma agência chamada Ausangate que eu absolutamente não recomendo. Vocês já vão entender porque.

Olhando de fora a trilha é bem tranquila. Tem um ou outro trecho curto de escadas e subidas mais íngremes mas no geral é uma subida bem leve. Na prática, porém, é um pouco diferente. São 17km (ida e volta) e a altitude é destruidora, chegando a 5200m no final. É muito difícil respirar!

Não me entenda mal… eu e a May não temos o melhor preparo físico do mundo mas fazemos exercícios todos os dias então não deveria ser tão difícil, certo? Errado! rsrs.. Para se ter uma ideia, conhecemos um casal que estava no Peru para uma competição de triathlon e aproveitaram para a fazer essa trilha. Segundo eles, a rainbow montain fez o triathlon parecer fácil! rsrs

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Nós na Rainbow Mountain

Mas se eu te desanimei com a trilha, calma que existe uma luz no fim do tunel! Uma opção para evitar a caminhada exaustiva é pagar para ir com cavalos. São 70 pesos (em torno de 70 reais) para ir e voltar. Se fosse hoje eu pagaria com certeza mas eu e a May fomos teimosos e tentamos até o final quando definitivamente não conseguíamos mais respirar… rsrs.. Um detalhe legal aqui é que ao longo de toda a trilha é possível pegar cavalos. Sempre tem gente oferecendo e quanto mais você anda, mais barato fica! Como nós pegamos só no finalzinho, ficou em 10 pesos pra cada.

Mas tirando isso, a vista é linda ao longo de toda a trilha e a paisagem final compensa todo o esforço!

A trilha tem saída bem cedo! Ficaram de nos pegar às 4 da manhã e aí é que começaram os problemas. A van atrasou e depois ainda ficamos rodando por Cusco para pegar outras pessoas. Isso gastou um longo tempo! A nossa agência foi a última (ou uma das últimas) a chegar e depois durante a trilha, os guias pareciam tentar recuperar o tempo perdido, o que nos incomodou durante todo o caminho. Começamos a caminhada às 8hrs da manhã e chegamos no pico às 11:20 mais ou menos. Os guias haviam comentado que poderíamos ficar lá até às 12hrs, mas mal chegamos e já começaram a nos apressar para descer.

Na descida a gente estava exausto, a May com dores no joelho e era a gente parar para tirar fotos (vale a pena porque a trilha é muito bonita) e os guias já começavam a importunar. Chegou uma hora que simplesmente paramos de dar ouvido e fizemos no nosso rítmo. Na boa, os caras não se preocupam de você ter uma boa experiência mas preocupam apenas com o horário.

Chegando na van, seguimos pela estrada por uma meia hora até chegar no local de almoço e depois retornamos para Cusco. Na chegada em Cusco ainda tivemos uma última surpresa pois estava chovendo e nos deixaram longe da Plaza de Armas, num lugar totalmente aleatório (provavelmente bom pra eles…).

Enfim, posso garantir que a paisagem e fotos compensam todo o perrengue que passamos mas deixo aqui o principal aprendizado e dica dessa trilha: pesquise uma boa agência!

[André Nora]

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