Já faz algum tempo que a gente estava planejando passar um final de semana fora em algum lugar bem legal, e aí a Marina (irmã do André) mandou uma reportagem falando sobre Paranapiacaba, uma vila inglesa próxima de Santo André (link da reportagem).

O lugar parece uma viagem no tempo, na época em que as ferrovias estavam sendo construídas. As casas são todas rústicas, de madeira, no estilo colonial, pé direito com mais de 3 metros de altura e aquelas janelonas de vidro com cara de casa de vó. É um lugar incrível!

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Vista da vila inglesa

Estávamos meio encanados de ir de moto porque uma parte do trajeto (os 5km finais) é estrada de chão e a Naomi não nasceu pra isso. O espírito dela vive no asfalto! hehe.. mas aí o dia amanheceu lindo com um céuzão azul e decidimos arriscar, pra variar!

Saindo de São José pegamos a Ayrton Senna e depois o Rodoanel sentido Castelo Branco. Aí no KM88 entramos para Mauá e seguimos em direção à Ribeirão Pires, cidade que fica ao lado de Paranapiacaba. A estrada é bem tranquila exceto pelo trecho final que é estrada de chão, com bastante pedra e buracos. Passamos momentos de tensão pois além da estrada ruim, estava um pouco úmida por conta da chuva dos dias anteriores, mas chegamos bem ao destino, ou seja, dá pra ir de moto! =D

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Cruzando os trilhos já com vista para a estrada de chão

Falando um pouco mais da experiência da viagem, mandamos mega mal com a bagagem. Está nos planos colocarmos malas laterais na moto mas como ainda não temos, tivemos a brilhante ideia de ir com um mochilão. Pensamos isso porque como a May vai atrás e a mochila é grande iria encostar no banco, porém não foi bem assim e o resultado: dores nas costas e salompas! (coloque isso no seu kit de primeiros socorros.. mto útil! rsrs)

Chegando na cidade, seguimos para o hotel e, após um almoço rápido (estávamos morrendo de fome) não resistimos à cama mega confortável e dormimos uma horinha antes de conhecer a cidade.

Dá pra fazer tudo a pé se seu plano for ficar no centro histórico (a cidade também é famosa por trilhas e cachoeiras mas não estava nos nossos planos). Não tem muito segredo. É só seguir o fluxo de pessoas e caprichar nas fotos, que aliás, tiramos várias!

A May já tinha ido para lá uns anos atrás para tirar umas fotos e mesmo assim ainda estava mega empolgada, a cidade parece um cemitério de trens que te transportam para o passado. O relógio inglês conquistou o André e é realmente impressionante. Pensamos várias coisas para escrever sobre a cidade e as impressões que tivemos, mas acreditamos que as fotos falam por si só. 🙂

Uma dica da cidade é a respeito de alimentação. A comida é barata porém cobram caro nos sucos e refrigerantes. O almoço para dois ficou em 70 reais. E a janta pede atenção com o horário. A maioria dos restaurantes fecha cedo e não sabemos nem se abre para jantar então acabamos jantando na pousada (tudo bem que o risoto de alho poró estava ótimo!)

A pousada que ficamos se chama ‘Os Memorialistas’ (Link da pousada) e é um lugar que recomendamos muito, especialmente se você busca conforto e um ambiente acolhedor. É um lugar simples, mas você se sente em casa: o chuveiro é quentinho, os funcionários são super atenciosos e o quarto é incrível! Deu dó da Naomi que ficou no sereno mas tudo bem, ela sobreviveu.. rsrs

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Naomi e Os Memorialistas

A noite fez um frio gostoso para dormir, o céu estrelado que foi possível ver até Marte, e um silencio impagável. No outro dia cedo, tomamos um café da manhã bem demorado e voltamos para São José e para os planejamentos dos próximos rolês. Nos vemos em breve!

(TWC)

 

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